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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Se tiver dor, marque nesta escala!

Se tiver dor, marque nesta escala!

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Um dos sintomas mais dramáticos da enxaqueca é a dor de cabeça. Essa dor pode apresentar diversas intensidades. Em algumas ocasiões, a dor de cabeça pode estar ausente, ou então ser leve, quase inexistente. Em outras ocasiões, ela pode ser moderada, severa e até incapacitante.

No meu livro Enxaqueca - Só Tem Quem Quer, explico, detalhadamente, a importância de se marcar, em uma agenda e/ou calendário, o dia e hora que as dores de cabeça se iniciam, bem como a intensidade das mesmas - se leves, moderadas, fortes ou muito fortes (incapacitantes). É importante, também, anotar se ocorreram náuseas, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, e quaisquer outros sintomas. Por fim, deve-se registrar o tempo de duração de cada dor de cabeça. Somente desse modo, será possível medir, objetiva e quantitativamente, a melhora trazida por qualquer mudança de hábito, e até tratamento médico, com o passar dos meses.

Felizmente, nós possuímos a tendência de esquecer das dores de cabeça passadas e lembrar apenas da última crise de dor de cabeça, mais vividamente. Se de um lado isso é bom (quem é que gostaria de se lembrar, vividamente, de todas as suas dores?), de outro, pode gerar algumas confusões e más interpretações.

Digamos que antes de iniciar uma determinada mudança de hábito ou tratamento médico, você tinha dores de cabeça com uma freqüência média de 3 vezes por semana. Digamos que você foi ao seu médico e iniciou um tratamento. Digamos que, com esse tratamento, a freqüência de suas dores de cabeça caiu de 3 para 1 vez por semana. O médico lhe pediu para voltar em 2 meses, e logo na semana anterior à nova consulta, você teve 2 dores de cabeça fortes, que duraram o dia inteiro, acompanhadas de náuseas.

Se você é como a maioria das pessoas, que não mantém um registro escrito de suas dores de cabeça, é possível que, no dia da reavaliação médica, você diga: - “Estou péssimo! Só nesta última semana eu tive duas dores muito fortes!”. A tendência é de lembrar-se vividamente da última semana, e esquecer-se do fato que, nos últimos 2 meses, com exceção dessa última semana, a freqüência de suas dores diminuíra significativamente.

O contrário também é verdadeiro: pode ser que nos últimos 2 meses a freqüência de suas dores não tenha se modificado, com exceção da última semana, quando apresentou apenas uma dorzinha leve, quase inexistente, que passou rapidamente. É possível que, no dia da reavaliação médica, você diga: - “Estou ótimo! Nessa última semana eu tive só uma dorzinha muito leve!”.

Essas mensagens podem passar ao seu médico - e a você - a falsa noção de que um determinado tratamento ou mudança de hábito, estão (ou não) surtindo efeito. Tal noção errônea pode resultar em perda de tempo e frustração para você, a longo prazo. Por isso, nada melhor do que anotar tudo o que puder sobre cada episódio de dor de cabeça, e cada um dos sintomas que você porventura tenha apresentado concomitantemente.

Foi pensando nisso que decidi presenteá-lo com uma Escala de Dor. Clique aqui para ver essa imagem num tamanho que pode ser impresso por você numa folha de papel, e guardado para que você possa marcar (por exemplo, com um X) a intensidade de sua dor. Use uma escala nova para cada episódio de dor que apresentar.

A vantagem de marcar a dor numa escala como esta, é que fica mais fácil quantificá-la com maior precisão.

Normalmente, a orientação é graduar a intensidade da dor de 0 (sem dor) a 4 (dor incapacitante, ou seja, que impede a realização de quaisquer outras atividades). Portanto, “1″ equivale a “dor leve”, “2″= “dor moderada” e assim por diante. Note, na Escala, que entre um número e outro, existem graduações intermediárias. Isso valoriza o fato que uma mesma dor “moderada”, por exemplo, pode ser tanto “moderada para forte”, ou “moderada para leve”.

Em alguns casos, a melhora da enxaqueca pode começar a ser percebida após um certo tempo, não tanto pela diminuição da freqüência, mas sim da inensidade das dores de cabeça. E isso você poderá quantificar, a partir de agora, nesta Escala.

Por isso, não perca tempo: Vá para esta página, imprima várias cópias desta Escala (você deverá utilizar uma cópia para cada episódio de dor de cabeça), e comece a marcar, daqui para frente, a intensidade de cada uma de suas dores de cabeça.

Meus agradecimentos ao Dr. Cleidio Alves Pereira, de Natal (RN), que desenvolveu uma Escala, a qual serviu de base para que eu fizesse esta Escala.


Óleo de Fígado de Bacalhau

Gente, vejam o que encontrei no site, vou experimentar e depois conto.
www.enxaqueca.com.br:

Há tempos que recomendo aos meus pacientes e a todos os portadores de enxaqueca e outras dores crônicas o uso de óleo de fígado de bacalhau. Por que faço isso? Pela mesma razão que recomendo tudo o que recomendo na área de estilo de vida e qualidade de vida: a presença de estudos científicos conectando essas recomendações com mecanismos biológicos capazes de influenciar a enxaqueca e a dor crônica como um todo.

Por exemplo: finalmente, um estudo (duplo-cego, aleatório e controlado) acaba de ser publicado na edição de 24 de março de 2008 da revista científica Rheumatology (publicação oficial da British Society of Rheumathology) mostrando que 2 colheres das de chá diárias de óleo de fígado de bacalhau reduzem bastante a necessidade de antiinflamatórios em portadores de artrite reumatóide. A artrite reumatóide é uma doença deformante das articulações, e que provoca muita dor, necessitando o uso freqüente de antiinflamatórios.

Se o estudo demonstra que o óleo de fígado de bacalhau reduz a necessidade de antiinflamatórios para uma dor crônica, e se a enxaqueca também dói e também requer o uso de antiinflamatórios, o raciocínio é óbvio: o que vale para uma dor, vale também para a outra.

Sim, o óleo de fígado de bacalhau possui propriedades antiinflamatórias! Sem os efeitos adversos no estômago e no coração que possuem as drogas antiinflamatórias.

Já escrevi aqui no blog a minha opinião sobre o óleo de fígado de bacalhau como sendo um superalmento. A dica continua firme, e cada vez mais embasada. Um pouco de óleo de fígado de bacalhau é parte integrante do conjunto de ações que nos ajudam a viver com a saúde e bem-estar que tanto queremos.

O óleo de fígado de bacalhau é rico não apenas em ácidos graxos essenciais ômega-3, que possuem propriedades antiinflamatórias, mas também em vitamina D, cuja deficiência tem sido relacionada a várias doenças, inclusive enxaqueca e depressão.

Diário da enxaqueca

Olá Pessoal,

Resolvi criar esse blog para relatar o que eu sinto e como estou tentando resolver pois tenho esperança de encontrar a soluções , quem sabe , ajudar a quem passa pela mesma coisa que eu.

Hoje estou o dia todo com dor de cabeça. Já tomei Naramig, Doralgina, anti-inflamatório, chá de capim cidreira e nada resolve.
Em março comecei a minha peregrinação pelos médicos.
Na verdade sinto dor no corpo todo mas a cabeça é pior.
Já chegaram a dizer que sofro de fibromialgia mas descobri que sofria de falta de academia. Melhorei muito com exercícios, mas acabei saindo por falta de tempo e dar voltou.
Fui ao clínico geral que me encaminhou para neuro, psiquiatra gastro, etc...
O psiquiatra disse que não tenho nada, o neuro acha que meu problema é com psiquiatra...mandou eu tomar uns remédio caros que vou comprar amanhã e depois conto pra vocês.
Preciso fazer um diário de tudo que sinto e que remédios tomo para a neura ( médica rsrs) me ajudar.

Agora vou deitar que a luz do computador está me matando.